sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O Homem Auto-Destrutivo


Hoje não é um dia como outro qualquer. Você consegue perceber? Não é como ontem e nem será como amanhã. Hoje é aquele dia em que tudo pode mudar, se transformar, acabar ou recomeçar. O começo do fim e o fim em si mesmo. Sinto muito mas você perdeu aproximadamente 10 segundos lendo, isto é irrecuperável.

Não existe volta para a palavra falada e a flexa lançada. A sorte não é mais do que uma sequência de eventos acertivos. As ilusões do cotidiano formam uma teia onde é muito fácil se emaranhar. O ego predomina, a essência sai perdendo. Há vantagem? Talvez, mas só até certo ponto. Sua evolução está condenada a congelar.

Essa é a atitude do homem auto-destrutivo. Não deixar o tempo correr em vão, deixar sua falta de voz falar, sua desistência persistir, a fé inabalar. Destrói-se para poder recomeçar, atingir de outro modo o antes inatingível. É preciso morrer para renascer. Não a morte, a morte mesmo, é a morte do seu Eu de ontem, pra dar espaço ao seu Eu de hoje.

Escutei isso faz quase um ano atraz: Não importa o que pensam de você, se gostam ou não, se você é bom ou ruim, justo ou injusto. O que realmente importa é procurar dar o exemplo, ser uma pessoa exemplar.

Você está dando o exemplo? Ou está obedecendo cegamente as ordens que seu ego lhe dá? Pare de viver essa vidinha ridícula, seja você, pergunte-se, questione-se. Não há nada pior do que desistir de você mesmo. Ser é mais importante do que ter. Corra riscos ou seu medo irá esmagá-lo.

Hoje não é um dia como outro qualquer, você consegue perceber?
Hoje você pode desistir, um caminho sem volta.
Ou você pode recomeçar.
Ou ficar aí parado.
Ou olhar.
Ou calar.


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