sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Sexta


Aquele dia em que você faria uma mochila

e sairia pelo mundo para ver o que acontece

Hoje!

Jogar-se, ir
para algum lugar
esconder e me mostrar

Fuga? Não!

Mera ferramenta de usufruto
Mal não faz, você só vai
Talvez esqueça de voltar

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Redenção


Eu me rendo!
Deixa o mundo acontecer como deve ser.
Dizem que tudo dá certo no final, eu também acho. Certo não quer dizer melhor, ou agradável.

Porque precisamos controlar tudo que está em nossas mãos?
É uma ilusão que não merece investimentos.


Não peço para você se render.
O que eu quero é ir para a praia, rápido, sem ter que nadar tanto.
E nadar na água real e líquida, com gosto de água.

Com a corrente a favor.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Pensamentos Soltos


Sinto como se as idéias estivessem todas conectadas, mas não ando conseguindo entender a conexão que existe entre elas. Há momentos em que me vejo dentro das histórias de minha vida como mero expectador, principalmente quando se apresenta uma situação surpreendente ou que pode ter consequências desastrosas.

Estamos passando por uma fase ímpar na história da humanidade. Uma era de dissolução do que chamamos de família, de valores morais. Vejo uma desestruturação do centro que abala todas as bases de nosso sistema de crenças.

O problema é justamente esse: No que acreditar?

O indivíduo tornou-se mais importante do que o todo. Amar ao próximo está caindo de moda cada vez mais rápido e parece um processo sem volta. A definição do que é o "amor incondicional" está tornando-se algo utópico, quase inatingível para os moldes sociais do nosso tempo. Espero realmente estar errado.

O que mais me impressiona ultimamente é o sofrimento. Porque sofremos tanto com os acontecimentos, com coisas que nos dizem, nos fazem? Só é possível parar de sofrer adquirindo consciência de que as experiências boas ou ruins, nos empurram para o crescimento pessoal. Gostaria de atingir esta consciência antes de sofrer, me pouparia dos estilhaços que incomodam logo após uma explosão de sentimentos.

Nunca fui um ajustado social, não por não querer fazer parte da sociedade, mas por não concordar com os sistemas de julgamento implícitos. Gordo, magro, alto, velho, jovem... você deixa de ser uma pessoa e torna-se um ícone, um número... um estranho. A solução, não existe. É preciso jogar este video-game maluco? Prefiro acreditar que ainda acharei a saída.

Se estamos nos isolando, é porque o que está disponível não serve.

Pra mim, ao menos, não serve.

Vou fazer o que todos fazem, esperar. Esperar que tudo se resolva num passe de mágica. Abdicar do direito e dever que tenho de expandir meus ideiais. É mais fácil esperar, mais cômodo.

Mas não achem que vou esperar para sempre. Enquanto vocês estão aí esperando, uma guerra invisível está sendo travada e ela pode começar a surtir efeitos muito em breve, não para os que estão acomodados, pois estes estão fora do jogo, mas para os que estão esperando por algo melhor, real.

É nestes, que tenho encontrado ao longo do caminho que dou crédito... ou melhor acredito.

Onde houver fogo, eu levarei gasolina!


sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Post Inaugural


Existem milhões de blogs por aí não é mesmo?
Então porque criar mais um?
Porque tentar ser uma agulha no meio do palheiro digital?
Porque há essa necessidade em expandir pensamentos de caráter pessoal através da malha cibernética?

Talvez porque aqui, possa-se falar absolutamente sobre tudo, ou, sobre nada!

Não há resposta! O ser humano precisa ser ouvido e entendido. Mesmo que ninguém queira escutá-lo, ele nadará contra correntes na tentativa de mostrar a todos o que já sabemos há muito tempo: somos únicos e incomparáveis. As idéias e ideais de um, nunca serão exatamente iguais as do vizinho.

Me preocupa o fato do horizonte estar sendo destruído. Tanta evolução para que sejamos apenas macacos de sapatos, munidos de ferramentas. Onde estão os verdadeiros ideais? Nenhum novo grande valor foi desenvolvido e os gregos há 3 mil anos atraz eram tão avançados quanto somos hoje.

Porque há este imenso disperdício de potencial humano? Vendemos nossas almas todos os dias em troca de valores imensamente menores aos que merecemos. Tão poucos conseguem chegar à categoria de sábios, santos e imortais. Será mesmo esse o destino da humanidade, ser uma soma infinita de zeros?

Há muitas perguntas entre meus reflexos, exagero às vezes. Se veio aqui atraz de respostas, não as encontrará, deixo-o com mais questões e brindemos juntos a dúvida! É dela que se manifestam as descobertas e mais dúvidas ainda.

Não satisfeito, deixo ainda mais uma pergunta no ar:
Qual é a qualidade intrinsceca que define mais precisamente a odisséia humana?

O medo, ou a preguiça?